Resposta a entrevista do Dep. Pedro Paulo na coluna do Sidney Rezende, Informe do Dia, publicada em 17/05/2020.

Durante nove meses fiz parte da gestão do prefeito Marcelo Crivella, como secretário de Envelhecimento Saudável, Qualidade de Vida e Eventos. Uma oportunidade única de conhecer a fundo a maneira como ele comanda este município.

Ao assumir uma cidade pós-olímpica, onde a gestão anterior nadou em dinheiro para construir ginásios, túneis, o prefeito descobriu que muitas contas não haviam sido pagas, e
os credores estavam batendo à porta. Tornou-se um contorcionista para tapar o rombo deixado pelo antecessor, pagar as contas do mês e assumir compromissos necessários para
a cidade.

No apagar das luzes do governo anterior, comprometeram a Saúde com a municipalização criminosa e eleitoreira dos hospitais federais Albert Schweitzer e Rocha Faria, e contrataram trezentas equipes para Clínicas da Família, com orçamento anual de R$ 300 milhões.

Só pensaram na Olimpíada e esqueceram todo o resto. O dinheiro era investido em equipamentos olímpicos e os hospitalares não entravam na lista. Se ao menos tivessem ficado de legado…mas, como pude conferir como presidente da Comissão de Esporte da
Câmara, viraram “largados olímpicos”.

O foco desta prefeitura é outro. Mesmo antes da pandemia, o prefeito se preocupava em equipar os hospitais. No ano passado, investiu quinhentos milhões de dólares em mais de cento e sessenta toneladas de equipamentos médicos, entre eles respiradores, comprados por um quarto do valor atual. Este investimento está garantindo o tratamento de centenas de pacientes.

Tenho acompanhado pessoalmente as higienizações feitas diariamente pelos heróis da Comlurb nas mais de quatrocentas comunidades da cidade, mas vou solicitar ao prefeito que faça o serviço na avenida Sernambetiba, na Barra, para que o deputado Pedro Paulo, que foi chefe da Casa Civil na gestão anterior, possa ver da janela de seu luxuoso apartamento. Aliás, ele saiu de casa para gravar um vídeo num hospital especializado em tratamento de COVID sem o equipamento de segurança recomendado, colocando em risco a saúde dos pacientes e dele próprio.

Ainda como secretário, acompanhei a construção do hospital de campanha do Riocentro e faço um desafio – se os gastos ultrapassaram os dez milhões de reais, eu abro mão do meu mandato. Será que o Pedro Paulo, que acusou o prefeito de superfaturamento
na entrevista à coluna Informe do Dia, do jornalista Sidney Rezende, abriria mão do seu?

Os leitos ditos “disponíveis” não pertencem somente ao município; uns são do Estado, outros do governo federal. E os que são da prefeitura aguardam a chegada dos respiradores, ou
estão reservados para pacientes com outras enfermidades.

Podem ter certeza de que, como fiscal da lei, estarei sempre acompanhando cada ação referente à saúde da população neste momento delicado e o trabalho de todos os secretários.

Aliás, o secretário preso recentemente foi outra herança da gestão anterior…

Texto publico dia 20/05/2020 em Jornal O Dia

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